Pereira Designer

Sustentabilidade, Design e Humanidade: reflexões para a COP30

Nos últimos dias, ouvimos falar sobre COP no rádio, no jornal, na televisão.. A COP 30 acontece em Belém do Pará, Brasil entre 10 e 21 de novembro de 2025 e coloca o Brasil no centro das discussões climáticas mundiais. 

Mas, o que é COP? A sigla COP refere-se à “Conferência das Partes” (Conference of the Parties), o encontro anual que reúne todos os países-membros para discutir, durante duas semanas, o estado atual das mudanças climáticas e os caminhos possíveis para enfrentá-las.

E onde entra o design? Além da parte política e diplomática, também existe a forma de criar e de comunicar. A sustentabilidade não é mais uma tendência, é uma realidade, uma obrigação. E isso muda completamente a forma como nós, designers, pensamos e trabalhamos.

As pessoas não aceitam mais o greenwashing (lavagem verde), não querem marcas que falam bonito, querem empresas que fazem o certo e que podem sustentar o seu discurso e assumir os impactos de suas ações. A conferência pressiona governos e empresas, mas a pressão acaba sempre nas mãos de quem materializa ideias: nós. Designers, criativos, comunicadores, makers, artesãos, empreendedores. Somos nós que transformamos decisões políticas (ou não) em objetos, embalagens, campanhas, produtos e narrativas que chegam às pessoas. Isso significa que a COP30 tem sim as suas metas globais e que se cada um  fizer um pouquinho, teremos um mundo melhor (é o que eu espero!).

Design sustentável é estratégia! É pensar no ciclo de vida completo de um produto. É pensar no material usado, no descarte e reutilização de insumos. É decidir produzir melhor. É desenhar com a consciência de que cada escolha deixa marca.

E aqui na Pereira Designer,  o design e o marketing se unem: ambos são veículos de transparência. Ambos têm o poder (e a responsabilidade) de educar, esclarecer, inspirar e transformar comportamento. Uma embalagem pode ensinar. Uma campanha pode mudar hábitos. Um produto pode abrir uma conversa. Uma marca pode mover uma comunidade inteira.

Cada ímã, azulejo ou placa que é feito aqui, tem decisões que impactam o mundo real. Cada peça pode ser mais durável, mais consciente, mais cuidadosa. Espero que cada escolha minha possa inspirar os clientes a olhar para o consumo de outra forma.

E eu, como designer gráfica, consigo transformar ideias complexas em comunicação clara e visualmente atrativa. Busco criar projetos que mostram, não só dizem. 

A COP30, no fim, é muito mais do que um evento ambiental. É um espelho. Que pergunta: O que você está criando? Para onde o teu trabalho está levando o mundo? 

É desconfortável, mas é necessário. E, se existe um momento para transformar desconforto em ação criativa, é agora!

O mundo já não quer só design bonito. Quer design que resolva problemas reais.

Quer comunicação que acolha, que entenda que não somos máquinas — somos gente.

Gente que sente, que se emociona, que dá presentes para dizer o que a boca não consegue, que celebra momentos, que guarda memórias em objetos pequenos. Gente que precisa respirar, rir, chorar, desligar o piloto automático e simplesmente existir.

E é por isso que o design não pode ser só funcional. Ele precisa ser humano. Precisa tocar. Precisa nos lembrar que a criatividade também cuida da saúde mental, porque uma peça bem pensada pode fazer rir, pode fazer pensar, pode confortar, pode emocionar, pode até fazer chorar e também pode fazer o dia de alguém mais feliz..

E a COP30 só está nos lembrando do óbvio: Se o futuro é sustentável, o design tem de ser também.

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