O YouTube foi lançado em 2005 e tornou-se uma das maiores plataformas de vídeo do mundo. Hoje, é uma fonte de informação, educação, entretenimento e comunicação para bilhões de pessoas. Há alguns anos, a plataforma passou a divulgar rankings anuais com os conteúdos mais vistos em diversos países.
As categorias incluem: Trending Topics, Top Criadores, Top Podcasts, Top Músicas no Shorts e Top Músicas.
Os rankings são organizados por país: Estados Unidos, Coreia do Sul, Alemanha, México, Índia, França, Oriente Médio e Norte da África, Indonésia, Reino Unido, Brasil, Japão e Canadá.
(Eu senti falta de alguns países nessa seleção.)
No YouTube, Squid Game (ou Round 6) aparece em todos os países — é realmente um fenômeno global. Logo em seguida vêm Brainrot e Labubu, que também se repetem em várias regiões.
Para ter acesso ao relatório completo de Cultura e Tendencias do youtube: Global Culture & Trends Report 2025
Pela primeira vez, os usuários do Youtube terão acesso ao Recap 2025. É possível acompanhar em cards, similares aos stories do Instagram os principais interesses, principais canais assistidos, a personalidade do usuário. É possível salvar e compartilhar nas redes.
Já o Spotify, lançado em 2008, revolucionou a forma como ouvimos música. A plataforma reúne músicas, podcasts e até vídeos. Há alguns anos, criou o Spotify Wrapped, uma retrospectiva personalizada que mostra o resumo das suas atividades dentro do app.
No Wrapped 2025, é possível ver quantos minutos você ouviu (e a equivalência em dias — eu ouvi 11.203 minutos, ou 7 dias); quantos gêneros explorou; quais foram os gêneros mais ouvidos; a sua “idade musical” (essa é novidade); quantas músicas escutou e qual foi a número 1 do ano (eles até disponibilizam uma playlist com as favoritas – será que eu compartilho a minha aqui?…).
Além disso, também dá para ver quantos álbuns você ouviu, qual foi o mais escutado, quantos artistas passaram pelos seus ouvidos, o seu top 5 e o artista número 1. No meu caso, Charlie Brown Jr. ficou no topo — e eu estou entre o 1% dos fãs mais dedicados do mundo.
Para completar, o Wrapped mostra em qual “clube” cada usuário entra e, por fim, apresenta o resumo geral de 2025.
E o melhor: tudo é compartilhável, inclusive nos Stories do Instagram. Agora dá até para descobrir se os amigos têm bom gosto musical.
Para saber mais sobre a sua retrospectiva: Spotify Wrapper
Também vale a pena lembrar que o Spotify também monta playlists “feitas para você”, com base nas músicas que você mais escuta.
Humanização, proximidade, empatia: o que esse movimento revela
Não se trata apenas de dados (sim, eles são muito importantes), mas de como essas plataformas estão apostando numa relação mais próxima com os seus usuários, valorizando humanização e autenticidade. Para além do que foi mais consumido, também dá para perceber que tipo de conteúdo realmente conectou emocionalmente com as pessoas.
As listas do YouTube e a retrospectiva do Spotify mostram que o que importa agora é destacar as “vozes de gente real”. Criadores locais e músicas nacionais ganham visibilidade, reduzindo a distância entre o “artista global” e a “pessoa comum com história para contar”.
É importante criar conteúdos que humanizem, e não apenas “vender” ou “mostrar um produto ou serviço”.
Os dados podem ajudar a criar conteúdos relevantes, que geram emoção, impacto, que educam, têm voz e carregam significado.
As culturas e tendências que aparecem nos relatórios do YouTube, e as músicas e artistas mais ouvidos no Spotify fazem parte da nossa linguagem cultural. Elas viram memes, conversas e, muitas vezes, tornam-se ótimas estratégias de marca no marketing. Um exemplo perfeito é a série Stranger Things, que fez muita gente pegar a pipoca para acompanhar as ações do McDonald’s e as respostas do Burger King.
Leia o artigo e saiba mais: O que Stranger Things, McDonald’s e Burger King podem ensinar sobre marketing em tempo real
1 comentário em “Humanização das marcas no final do ano: YouTube e Spotify”